APRESENTAÇÃO

BEM VINDOS

 

Com o nível crescente de informações veiculadas diariamente sobre a AIDS, era de se esperar que as pessoas procurassem mudar hábitos e costumes que pudessem expô-las ao risco de contaminação pelo HIV. No entanto isso não tem acontecido, pelo contrário, as estatísticas oficiais tem mostrado um acréscimo constante de casos notificados, principalmente entre jovens e adolescentes.

Para se enfrentar do HIV é necessário, antes de tudo, superar inimigos difíceis, como o preconceito e a discriminação. Ainda hoje existem pessoas que acreditam que a AIDS nunca vai fazer parte da suas vidas, porque não pertencem a nenhum dos chamados "grupos de risco", porque julgam não ter "comportamentos de risco", ou pensam que nunca estarão expostos a "situações de risco". Que isso é uma dessas coisas que só acontecem com os outros. Ledo engano. Contudo, se com a bênção de Deus, a AIDS não bater na sua porta, talvez possa, um dia, bater na porta dos seus amigos, dos filhos dos seus amigos, ou pior, na porta dos seus filhos. Porque o HIV, diferentemente dos seres humanos, não discrimina classe social, raça, cor credo, estado civil, tipo físico, cultura, nacionalidade, sexo ou opção sexual.

Segundo o Dr. Mauro Schechter e a Dra. Márcia Rachid, em seu livro: Manual de HIV / AIDS 97 – 98: "Devido ao longo período de latência clínica (mediana de onze anos, na ausência de qualquer intervenção terapêutica), mesmo que uma vacina 100% eficaz, capaz de interromper toda a transmissão, fosse desenvolvida e empregada no próximo ano, casos de AIDS continuariam a ocorrer em grande número nos próximos dez a vinte anos".

Além de se propor a ser um instrumento de prevenção, esta página procura ainda, ser um veículo de informação, abrangendo diversos assuntos do interesse das pessoas que, de uma forma ou de outra, estejam convivendo com o HIV/AIDS. É também, e principalmente, uma tentativa de participar do esforço para resgatar a cidadania e a auto estima das pessoas portadoras do HIV.

Hoje, com o advento de novas e potentes drogas, exames modernos e um maior conhecimento sobre o vírus, os médicos já são capazes de melhorar a qualidade e aumentar, significativamente, a expectativa de vida da grande maioria dos portadores do HIV. Contudo, esses avanços ainda não curam o luto pelos limites impostos pelas doenças decorrentes da AIDS, a dor das perdas sociais, o desespero causado pelo medo da morte, e nem tão pouco o pior dos males, a discriminação.